Ministério da Saúde anuncia mudanças no controle das internações hospitalares pelo SUS (9 reportagens)

Diante da denúncia de AIHs absurdas pagas pelo SUS, o Ministério da Saúde anuncia mudanças no controle das internações hospitalares pelo SUS.
Assista as reportagens:

Bom Dia Brasil
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Jornal Nacional
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Globo News
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Assista o comentário de Alexandre Garcia

Dr. Luis Fernando comenta irregularidades no SUS

Subprocurador Geral da República comenta irregularidades no SUS

 SUS paga por retirada de útero em homem

30% das AIH pagas pelo SUS são irregulares (Jornal Hoje)

Polícia abre inquérito para investigar supostas fraudes em internações pagas pelo SUS

O Ministério da Saúde anunciou mudanças no controle das internações hospitalares pelo SUS. Uma reportagem do Fantástico mostrou neste domingo (8/9/2013) que fraudes tiram milhões de reais da saúde brasileira.
Gilse e o marido não acreditaram. Em 6 de dezembro de 2011, a avó dela, dona Amélia Ferreira Santasusagna, então com 96 anos, foi internada em um hospital público do Rio com broncopneumonia.
De acordo com a autorização de internação hospitalar, dona Amélia morreu dois dias depois, de insuficiência respiratória aguda.
“Ela faleceu, ligaram aqui para casa e falaram para a gente comparecer com os documentos dela”, conta Gilse.
Dona Amélia foi enterrada no mesmo dia, como mostra a guia de sepultamento. O problema é que em outra AIH, ela aparece como tendo sido internada no mesmo hospital, no mesmo dia, mas com outro diagnóstico. Fratura de calcanhar.
Segundo o documento, oito dias depois de operada, dona Amélia teve alta. “É um absurdo isso. é complicado. Estou meio abestalhada”, diz Gilse.
O caso de dona Amélia serve de exemplo de uma prática que vem lesando os cofres da saúde brasileira. No ano passado, o Sistema Único de Saúde gastou R$ 14 bilhões no pagamento de autorizações de internações hospitalares. Mas segundo o próprio SUS, pelo menos 30% destas autorizações têm irregularidades.
A autorização para internação hospitalar é o documento usado pelas instituições de saúde, públicas ou particulares, para cobrar os gastos com um paciente internado pelo SUS.
Todo paciente internado tem uma AIH aberta em seu nome. Ali devem constar dados pessoais e todos os procedimentos pelos quais passou.
Quando vem a alta, ou depois que a pessoa morre, a AIH é encaminhada para o SUS, que paga ao hospital o valor dos atendimentos.
As fraudes mostram casos incríveis, que desafiam a inteligência e expõem a fragilidade do Sistema Único de Saúde.
Júlio César sofre de anemia falciforme. Em uma passagem pelo hospital Vereador José Storopolli, em São Paulo, em 2008, ele foi declarado morto.
“Óbito? Oxi, misericórdia. Não, rapaz, oxi”, diz Júlio.
Mesmo após a suposta morte, outras internações foram autorizadas e pagas, sem que ninguém percebesse o erro. Ednilton teria ficado seis dias internado. A AIH mostra que ele deu à luz um bebê.
“Oxente! Um parto cesariana”, declara Ednilton.
“Essas denúncias são muito graves porque elas fazem parte de um universo de um milhão de internações que são realizadas pelo SUS todo mês”, diz Mário Scheffer, professor da faculdade de Medicina da USP.
Crenilda foi até à casa de saúde Santa Maria, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, para operar a vesícula. Passou dois dias no hospital. A instituição criou uma segunda AIH com os dados da paciente. No registro, mudou apenas o sexo e cobrou do SUS a retirada da próstata, um órgão masculino, de uma mulher.
“Não é o ideal, né. Por isso o nosso esforço de estar produzindo novas versões do sistema, mas ele é um sistema confiável. De um total de cerca de 12 milhões de internações no ano, nós tivemos mais de 10% delas rejeitadas por inconsistência, por críticas que o sistema conseguiu fazer”, declara Fausto Pereira dos Santos, diretor de controle, ministro da Saúde.
Foi publicado nesta segunda-feira (9/9/2013), no Diário Oficial da União, uma mudança no sistema de pagamento das autorizações de internações hospitalares.Procedimentos típicos de mulheres não poderão ser feitos em homens, nem o contrário. E se o paciente morrer, a autorização não poderá ser emitida.
Segundo o Ministério da Saúde, as medidas serão tomadas aos poucos. Até fevereiro do ano que vem o novo sistema deverá estar funcionando em todo o país.

 

Uma prática comum de desvio vem lesando em milhões de reais os cofres da saúde brasileira. Segundo o próprio SUS, pelo menos 30% das autorizações para internações têm irregularidades.

Alexandre Garcia comenta as fraudes no SUS:
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Não precisa de um sistema moderno para evitar o óbvio: uma cirurgia de próstata em mulher, um parto de homem ou internação de quem já morreu. Basta o velho sistema da honestidade, aparentemente fora de uso quando se trata de dinheiro público, vale dizer, dinheiro do povo. Tanto que se praticam essas ilegalidades óbvias, sem preocupação de isso ser detectado um dia.
O ministro do Tribunal de Contas da União, José Jorge, diz que não tem erro inocente, e ele sabe por quê; é ministro e examina as contas. Para ele, o sistema é furado. Auditores do Datasus calculam que saem pelos furos mais de R$ 4 bilhões. Imaginem quantas dezenas de hospitais podem ser construídos com tanto dinheiro, arrecadado dos contribuintes.
Falha no sistema controlador do governo e falha também no sistema ético de quem emite as autorizações para internação hospitalar, em instituições públicas e particulares. É a soma da desorganização e da má fé. Aí, a saúde pública consome dinheiro sem que o paciente seja beneficiado com isso. Aliás, o paciente é usado, e não beneficiado.
Não bastam só mais médicos. É preciso mais organização e menos esperteza, porque em um país sério se vive melhor.


A saúde tem sido alvo constante de desvio de dinheiro público. Alexandre Garcia ressalta que não é preciso um sistema moderno para detectar erros tão grosseiros, basta o velho sistema da honestidade.

Dr. Luis Fernando comenta irregularidades no SUS:

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SUS paga por retirada de útero em homem:

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30% das AIH pagas pelo SUS são irregulares:

 

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Subprocurador Geral da República comenta irregularidades no SUS:

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Polícia abre inquérito para investigar supostas fraudes nos procedimentos em hospitais pagos pelo SUS. A denúncia foi feita pelo Fantástico. A Secretaria Estadual de Saúde começou uma auditoria para apurar irregularidades no estado do Rio.

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Fonte: globotv.globo.com

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