Delegada de Polícia Fazendária do RJ responsabilizará os gestores hospitalares que emitiram AIHs irregulares

O RJTV 2a edição, de 11 setembro de 2013, mostrou reportagem sobre as fraudes absurdas no SUS e que a Delegacia de Polícia Fazendária e a Secretaria Estadual de Saúde reuniram-se para tomar as providências cabíveis diante dessas irregularidades. A delegada de Polícia Fazendária do Estado do Rio de Janeiro pretende responsabilizar os gestores hospitalares envolvidos.
Assista a reportagem na íntegra:
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 Maria Luiza Pereira morreu aos 83 anos de idade no Hospital Kroeff, na Penha, Zona Norte do Rio, em janeiro de 2012. Depois disso, no entanto, o mesmo hospital registrou uma segunda internação. Para piorar, segundo o relatório, ela ainda recebeu alta, 12 dias depois do óbito. "Ela já tinha falecido, a gente se sente lesado", lamenta a neta Suzane. Os documentos, obtidos pelo RJTV nesta quarta-feira (11/9/2013), mostram mais uma irregularidade em internações em hospitais do Rio de Janeiro, que foram pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na segunda (9/9/2013), a Secretaria Estadual de Saúde do Rio começou uma auditoria para investigar supostas fraudes em procedimentos feitos em hospitais, e pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dois dias depois, a equipe se reuniu com a Polícia Civil para discutir uma atuação conjunta.

São cerca de 3 mil Autorizações para Internação Hospitalar (AIH) sob suspeita. A AIH é o documento usado para cobrar os gastos com um paciente internado pelo SUS. Dentre elas, há, por exemplo, documentos que tratam da remoção de um útero em um homem, e da retirada de próstata em uma mulher, como mostrou o Fantástico de domingo (8/9/2013).

Em todo o país, há mais de 20 mil fichas hospitalares suspeitas de fraudes e erros grosseiros. Só no estado do Rio, há 2.969 Autorizações para Internação Hospitalar (AIH) com suspeita de fraude. Assim que a pessoa recebe alta, a AIH é encaminhada para o SUS. O Sistema Único de Saúde libera o pagamento composto por verbas federais, estaduais e municipais para os hospitais. Os resultados devem ser divulgados em um mês.

 Fonte: g1.globo.com

 

Um mesmo cartão foi usado para cobrar por internações de mais de cem pessoas. O governo vai ter dificuldade para combater a fraude nas internações fictícias.
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