Máfia das próteses - Fantástico denuncia total descontrole nos almoxarifados dos hospitais federais no Rio

 
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Há um mês, o Fantástico vem denunciando a máfia das próteses. Fornecedores que pagam propina, médicos que marcam cirurgias desnecessárias, hospitais que emitem notas superfaturadas. É a saúde transformada em negócio pela corrupção.

O Fantástico mostra mais um capítulo dessa triste realidade. O total descontrole nos almoxarifados de hospitais federais. Materiais caríssimos, comprados com dinheiro público, são retirados sem que se saiba quem retirou, por que e para qual paciente.  

Depois da cirurgia em que teve uma das mamas retirada por causa de um câncer, Maria Elione Gomes ganhou um implante de silicone.

O que a costureira não sabia, até agora, é que pelos registros do hospital, ela saiu de lá, não com uma, mas com cinco próteses.

Fantástico: Prótese mamária de silicone. Saiu uma, duas, três, quatro, cinco.

Maria Elione: Meu Deus! Como explica isso?

Fantástico: Usaram o nome da senhora para tirar cinco próteses do almoxarifado do hospital.

O aposentado José Linhares lutava contra uma trombose na perna, um bloqueio na circulação do sangue. Para tentar evitar a amputação, que mais tarde acabaria acontecendo, os médicos colocaram um stent, um tubo minúsculo usado para melhorar o fluxo dentro da artéria.

Só que pelo prontuário, ele teria outros 12 stents no corpo.

Fantástico: Eu queria que o senhor contasse comigo. 1,2, ...,11, 12.

José: 12 vezes, 12 stents. Cada stent R$ 11 mil.

Toda vez que um paciente chega a um hospital e é internado ele ganha um número. É o prontuário médico. Se vai passar por uma cirurgia e precisa de uma prótese, por exemplo, alguém da equipe médica vai até o almoxarifado, preenche informações sobre o procedimento e retira o item que vai ser usado na operação.

As informações deixadas no almoxarifado e o número do prontuário geram uma AIH, Autorização de Internação Hospitalar. É com a AIH que o Ministério da Saúde controla o uso dos produtos oferecidos no SUS, o Sistema Único de Saúde.

Mas não é o que tem acontecido nos seis hospitais federais do Rio de Janeiro. Elione foi operada no Hospital Geral de Bonsucesso em 26 de junho de 2013.

Fantástico: Foi a cirurgia que a senhora fez?

Maria Elione: Foi.

Fantástico: Uma única vez?

Maria Elione: Uma única vez.

No mesmo dia, o número do prontuário dela foi usado para a retirada de outras quatro próteses, que ninguém sabe onde foram parar.

Estou até tremendo, porque usaram meu nome. Isso não pode, tenho certeza que isso não pode. É contra a lei. Até porque eu não tenho cinco mamas”, afirma Maria Elione.

Com José, o uso indevido do prontuário foi feito bem depois da cirurgia.

Fantástico: A cirurgia para colocação do stent, o senhor se lembra a data?

José: Foi em 2011.

Fantástico: E a amputação?

José: A amputação foi em 2013.

Fantástico: No começo?

José: Foi em fevereiro.

Fantástico: A retirada desses stents é em outubro de 2013.

José: Outubro de 2013? Outubro de 2013 já estava em casa há muito tempo.

Doze stents desviados que passaram longe da fiscalização. Mas o descontrole é ainda mais grave, o Fantástico teve acesso a informações sigilosas do banco de dados do SUS, e os dados revelam que a fraude vai além de usar o número de um prontuário repetidas vezes.

Na maioria dos casos, não há sequer a preocupação de preencher papéis. Itens caríssimos saem dos almoxarifados sem nenhum tipo de informação: da cirurgia ou do paciente.

O levantamento analisou o período de janeiro de 2010 a dezembro de 2013. E levou em conta, principalmente, os materiais mais caros, como marca-passos de R$ 10 mil. E próteses cardiovasculares que passam de R$ 100 mil.

Pelos números das requisições deixadas nos almoxarifados, os auditores puderam confirmar a saída dos itens. Mas quase não encontraram informações sobre o destino do material.

Foram tiradas dos estoques, por exemplo, 1.202 próteses mamárias. Sendo 1.073 delas sem emissão da AIH. Isso significa, 89% do material circulando por aí sem controle.

No caso das próteses vasculares, como o stent do José, foram retirados 2.357 itens no período. Sendo 2.310 deles sem a AIH. Ninguém sabe onde estão 98% das próteses vasculares dos hospitais federais.

“Alguém levou isso para algum lugar”, afirma um médico. Ele foi gestor em um hospital federal. “Às vezes, o doutor leva para uma outra unidade que está faltando, tentando fazer o bem. Às vezes leva para uma outra unidade com o sentido de lucro. Acontece de tudo nas unidades federais você pode ter certeza que acontece de tudo”, afirma.

Ele conta que os desvios começam na compra do material. “Fizemos compras de um determinado produto, aproximadamente, umas 6 mil unidades e só chegaram 500, e foi atestado pelo responsável pelo almoxarifado de que todo o material tinha chegado”, diz

E reconhece que é ainda mais difícil detectar os erros na saída dos itens.

Fantástico: Como é que um material caríssimo desse como é que acontece de ele sair sem nenhum controle?

Gestor: Com a conivência da autoridade gestora. Então isso dá margem para tudo. Isso pode ser erro, pode ser desonestidade talvez, mas no mínimo é um descaso com o dinheiro público.

“Isso revela uma total falta de controle. No caso, do Ministério da Saúde, que é responsável por esses hospitais federais”, afirma o professor de medicina da USP Mário Scheffer.

O Fantástico procurou o Ministério da Saúde. A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou que nos seis hospitais federais do Rio foram implantadas, em 2014, medidas para aprimorar o gerenciamento de material médico-hospitalar.

Mas agora em janeiro de 2015, o Fantástico conversou com uma funcionária de um almoxarifado e ouviu que o controle só aumentou de verdade depois que o Fantástico começou a exibir a série de reportagens sobre desvios e corrupção na saúde pública.

Fantástico: Auditoria é feita com frequência?

Funcionária: Bom, ultimamente tem dado um monte de salamaleque lá no Fantástico, aí aparece, né? Volta e meia a direção manda pedir tudo à gente.

O Ministério da Saúde explicou também que um dos mecanismos de controle implantados é a utilização de salas específicas para material de alto custo e que as denúncias desta reportagem serão investigadas.

O ministro da Controladoria-Geral da União anunciou que vai fazer uma auditoria. Ele afirmou que o descontrole pode atingir também as redes estaduais e municipais de saúde. “Estamos falando de um problema que pode ser muito maior ainda, nas demais unidades de saúde”, diz Valdir Moysés Simão.

Nós estamos desperdiçando recursos que poderiam ser utilizados na melhoria da assistência no SUS”, afirma Mário Scheffer.

Eu tenho um universo de cerca de 15 mil pacientes aguardando até oito anos para a realização de uma cirurgia. Quando eu tiro um insumo ou medicamento de alto custo, eu posso estar tirando a vida de um paciente que está aguardando em uma fila de espera”, diz o Defensor Público Federal Daniel Macedo.

Foi nessas pessoas que o José pensou quando soube dos 12 stents desviados no nome dele. “Me sinto mal mesmo, mal. Saber que pessoas precisando, necessitando e usaram lá. Agora não foi para dar para ninguém. Para fazer caridade, não foi, duvido que foi”, reclama o aposentado José Linhares. 

 

 Fonte: g1.globo.com (em 01/02/2015)

 

Um mesmo cartão foi usado para cobrar por internações de mais de cem pessoas. O governo vai ter dificuldade para combater a fraude nas internações fictícias.
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Auditoria do DENASUS confirma que Médicos do SUS transformaram hospitais públicos do Rio em clínicas de estética

(URL reduzida: http://goo.gl/w36Gkp)
 Uma auditoria no Hospital Federal de Bonsucesso comprova, de forma inequívoca, que a matéria abaixo produzida pela Rede GLOBO em junho de 2012 estava mostrando uma pura realidade. O relatório de auditoria do DENASUS de núm. 14345, de 12/08/2014, identifica várias pacientes que foram submetidas à mamoplastia de aumento e, simplesmente considera como sendo procedimento normal em um hospital público federal. Os diagnósticos de hipomastia  (peito pequeno) e até de ptose mamária (peito caido) foram algumas indicações médicas que motivaram o hospital federal de bonsucesso a autorizar o implante de próteses mamárias de silicone em diversas pacientes.
Para tornar esse absurdo ainda mais avassalador constata-se pela matéria do Bom dia Brasil, da rede Globo, de 13/04/2015, que 90% das mulheres que sofreram mastectomia total/parcial devido a retirada de tumor, simplesmentem não conseguem ter a resconstrução de mama feita pelo SUS. Veja a matéria .
Veja relatório da auditoria:


Ou baixe-o diretamente do site do DENASUS:
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Ministério Público Federal investiga a suspeita de que médicos do SUS estariam usando hospitais federais do Rio como clínicas de estética. A reportagem é de Mahomed Saigg e Flávia Jannuzzi.
A denúncia é dos próprios funcionários: em hospitais públicos, médicos estariam cobrando para fazer cirurgias e procedimentos particulares. Um esquema de desvio de próteses de silicone. Em vez de serem usadas em pacientes que tiveram câncer e perderam a mama, foram aplicadas em mulheres que desejam aumentar os seios. Esses procedimentos não podem ser feitos pelo SUS.
“Além da prótese mamária, a própria cirurgia de face, com anestesia local, lipoaspiração de pescoço, de abdômen e de dorso. Todos os procedimentos são pagos pelo Ministério da Saúde, em suma por todos nós, os contribuintes”, explica um servidor que não quis se identificar.
Os médicos também estariam aplicando toxina botulínica para embelezar pacientes. O uso da substância deveria ser destinado apenas a quem sofre de enxaqueca e incontinência urinária. “Muitas vezes você não precisa nem identificar aquilo que foi feito porque não há um controle efetivo do uso desse material”, alerta o servidor.
Segundo as denúncias, o esquema funciona há pelo menos três anos. Em uma planilha do Hospital da Lagoa, não há identificação de várias pessoas que receberam silicone. Em outra, do Hospital dos Servidores, foram cinco próteses para uma mesma paciente e no mesmo dia.
O Ministério Público Federal já está investigando o caso. Os médicos podem ser denunciados por corrupção e peculato, quando há uso indevido de um cargo público. Os pacientes também podem ser incriminados por coautoria.
“Quando se sabe que itens adquiridos para o atendimento da população são desviados para atender a interesses particulares, a coisa ganha uma conotação muito grave”, destaca o procurador federal Carlos Aguiar.
O Ministério da Saúde declarou que se a sindicância interna confirmar a fraude, os médicos serão punidos.
 
Assista a reportagem:
 
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O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para investigar uma denúncia de que médicos estariam colocando próteses de silicone em pacientes particulares, usando o material e a estrutura de hospitais federais do Rio, conforme mostrou o RJTV.
As denúncias são de um funcionário do Ministério da Saúde que não quer se identificar. Segundo ele, cirurgiões de hospitais federais do Rio estão desviando próteses de mama para o aumento dos seios de pacientes. Um procedimento que não é coberto pelo Ministério da Saúde.
O RJTV entrou em contato com o Ministério da Saúde no Rio, para falar sobre as denúncias, mas até a publicação da reportagem não teve resposta.
Os médicos recebem salário do Sistema único de Saúde (SUS), são funcionários do Ministério da Saúde. As próteses são pagas pelo SUS, equipamentos todos pagos, enfermagem, material, sala cirúrgica, limpeza, tudo é financiado pelo SUS.
Dados foram tirados do sistema de gestão hospitalar do Hospital da Lagoa. A planilha mostra a saída das próteses do estoque, com o nome das pacientes que receberam. Os preços variam de acordo com o tipo de prótese. Algumas chegam a custar mais de R$ 5 mil.
De acordo com a denúncia, muitas dessas próteses, destinadas à cirurgia plástica de reparação, foram usadas para fins estéticos. Na mesma planilha, é possível ver que o nome da mesma paciente aparece até cinco vezes. Em uma outra, não há identificação de vários pacientes que receberam a prótese.
O MPF recebeu a denúncia em abril e instaurou um inquérito civil público para investigar a fraude. Um funcionário do Ministério da Saúde já foi ouvido e deu detalhes sobre o esquema que, segundo ele, funciona há três anos. Os médicos suspeitos de envolvimento nas irregularidades também estão sendo investigados em um procedimento criminal.

 Fonte: g1.globo.com (em 15/06/2012)

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Cerca de 90% das Brasileiras com câncer não conseguem a reconstrução imediata do seio pelo SUS. 

 Fonte: globotv.globo.com (em 13/04/2015)

Um mesmo cartão foi usado para cobrar por internações de mais de cem pessoas. O governo vai ter dificuldade para combater a fraude nas internações fictícias.
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RJ: Médicos do SUS são suspeitos de transformar hospitais públicos em clínicas de estética (2 reportagens)

 
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Ministério Público Federal investiga a suspeita de que médicos do SUS estariam usando hospitais federais do Rio como clínicas de estética. A reportagem é de Mahomed Saigg e Flávia Jannuzzi.
A denúncia é dos próprios funcionários: em hospitais públicos, médicos estariam cobrando para fazer cirurgias e procedimentos particulares. Um esquema de desvio de próteses de silicone. Em vez de serem usadas em pacientes que tiveram câncer e perderam a mama, foram aplicadas em mulheres que desejam aumentar os seios. Esses procedimentos não podem ser feitos pelo SUS.
“Além da prótese mamária, a própria cirurgia de face, com anestesia local, lipoaspiração de pescoço, de abdômen e de dorso. Todos os procedimentos são pagos pelo Ministério da Saúde, em suma por todos nós, os contribuintes”, explica um servidor que não quis se identificar.
Os médicos também estariam aplicando toxina botulínica para embelezar pacientes. O uso da substância deveria ser destinado apenas a quem sofre de enxaqueca e incontinência urinária. “Muitas vezes você não precisa nem identificar aquilo que foi feito porque não há um controle efetivo do uso desse material”, alerta o servidor.
Segundo as denúncias, o esquema funciona há pelo menos três anos. Em uma planilha do Hospital da Lagoa, não há identificação de várias pessoas que receberam silicone. Em outra, do Hospital dos Servidores, foram cinco próteses para uma mesma paciente e no mesmo dia.
O Ministério Público Federal já está investigando o caso. Os médicos podem ser denunciados por corrupção e peculato, quando há uso indevido de um cargo público. Os pacientes também podem ser incriminados por coautoria.
“Quando se sabe que itens adquiridos para o atendimento da população são desviados para atender a interesses particulares, a coisa ganha uma conotação muito grave”, destaca o procurador federal Carlos Aguiar.
O Ministério da Saúde declarou que se a sindicância interna confirmar a fraude, os médicos serão punidos.
 
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O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para investigar uma denúncia de que médicos estariam colocando próteses de silicone em pacientes particulares, usando o material e a estrutura de hospitais federais do Rio, conforme mostrou o RJTV.
As denúncias são de um funcionário do Ministério da Saúde que não quer se identificar. Segundo ele, cirurgiões de hospitais federais do Rio estão desviando próteses de mama para o aumento dos seios de pacientes. Um procedimento que não é coberto pelo Ministério da Saúde.
O RJTV entrou em contato com o Ministério da Saúde no Rio, para falar sobre as denúncias, mas até a publicação da reportagem não teve resposta.
Os médicos recebem salário do Sistema único de Saúde (SUS), são funcionários do Ministério da Saúde. As próteses são pagas pelo SUS, equipamentos todos pagos, enfermagem, material, sala cirúrgica, limpeza, tudo é financiado pelo SUS.
Dados foram tirados do sistema de gestão hospitalar do Hospital da Lagoa. A planilha mostra a saída das próteses do estoque, com o nome das pacientes que receberam. Os preços variam de acordo com o tipo de prótese. Algumas chegam a custar mais de R$ 5 mil.
De acordo com a denúncia, muitas dessas próteses, destinadas à cirurgia plástica de reparação, foram usadas para fins estéticos. Na mesma planilha, é possível ver que o nome da mesma paciente aparece até cinco vezes. Em uma outra, não há identificação de vários pacientes que receberam a prótese.
O MPF recebeu a denúncia em abril e instaurou um inquérito civil público para investigar a fraude. Um funcionário do Ministério da Saúde já foi ouvido e deu detalhes sobre o esquema que, segundo ele, funciona há três anos. Os médicos suspeitos de envolvimento nas irregularidades também estão sendo investigados em um procedimento criminal.

 Fonte: g1.globo.com (em 15/06/2012)

Um mesmo cartão foi usado para cobrar por internações de mais de cem pessoas. O governo vai ter dificuldade para combater a fraude nas internações fictícias.
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Denúncias mostram fraudes no SindPD em São Paulo

A contribuição sindical é anual e prevista em lei. O desconto é feito em folha de pagamento e o dinheiro deveria ser revertido em benefícios para as categorias. Mas segundo denúncias, não é o que acontece no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação de São Paulo.
Assista a reportagem:
 
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 Fonte: noticias.r7.com (em 17/04/2012)

Um mesmo cartão foi usado para cobrar por internações de mais de cem pessoas. O governo vai ter dificuldade para combater a fraude nas internações fictícias.
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Delegada de Polícia Fazendária do RJ responsabilizará os gestores hospitalares que emitiram AIHs irregulares

O RJTV 2a edição, de 11 setembro de 2013, mostrou reportagem sobre as fraudes absurdas no SUS e que a Delegacia de Polícia Fazendária e a Secretaria Estadual de Saúde reuniram-se para tomar as providências cabíveis diante dessas irregularidades. A delegada de Polícia Fazendária do Estado do Rio de Janeiro pretende responsabilizar os gestores hospitalares envolvidos.
Assista a reportagem na íntegra:
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 Maria Luiza Pereira morreu aos 83 anos de idade no Hospital Kroeff, na Penha, Zona Norte do Rio, em janeiro de 2012. Depois disso, no entanto, o mesmo hospital registrou uma segunda internação. Para piorar, segundo o relatório, ela ainda recebeu alta, 12 dias depois do óbito. "Ela já tinha falecido, a gente se sente lesado", lamenta a neta Suzane. Os documentos, obtidos pelo RJTV nesta quarta-feira (11/9/2013), mostram mais uma irregularidade em internações em hospitais do Rio de Janeiro, que foram pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na segunda (9/9/2013), a Secretaria Estadual de Saúde do Rio começou uma auditoria para investigar supostas fraudes em procedimentos feitos em hospitais, e pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dois dias depois, a equipe se reuniu com a Polícia Civil para discutir uma atuação conjunta.

São cerca de 3 mil Autorizações para Internação Hospitalar (AIH) sob suspeita. A AIH é o documento usado para cobrar os gastos com um paciente internado pelo SUS. Dentre elas, há, por exemplo, documentos que tratam da remoção de um útero em um homem, e da retirada de próstata em uma mulher, como mostrou o Fantástico de domingo (8/9/2013).

Em todo o país, há mais de 20 mil fichas hospitalares suspeitas de fraudes e erros grosseiros. Só no estado do Rio, há 2.969 Autorizações para Internação Hospitalar (AIH) com suspeita de fraude. Assim que a pessoa recebe alta, a AIH é encaminhada para o SUS. O Sistema Único de Saúde libera o pagamento composto por verbas federais, estaduais e municipais para os hospitais. Os resultados devem ser divulgados em um mês.

 Fonte: g1.globo.com

 

Um mesmo cartão foi usado para cobrar por internações de mais de cem pessoas. O governo vai ter dificuldade para combater a fraude nas internações fictícias.
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Jornal Nacional e Paraná TV mostram falhas grotescas no Cartão Nacional de Saúde do SUS

O Jornal Nacional de 10 de setembro de 2013 mostrou irregularidades absurdas no sistema do Cartão Nacional de Saúde do SUS.

Assista a reportagem na íntegra:

 

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Paraná TV 2a edição de 10/9/2013 apresentou matéria sobre o pagamento de 186 internações, pelo SUS, usando um mesmo Cartão Nacional de Saúde. Assista:

 

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O Jornal Nacional de 10/9/2013 mostrou falhas no sistema do Cartão Nacional de Saúde do SUS:
Um mesmo cartão foi usado para cobrar por internações de 186 pessoas em um mesmo hospital. Este tipo grotesco de falha impede que o governo consiga  evitar fraudes nas cobranças de internações fictícias.
 
"O governo vai ter uma dificuldade a mais pra combater a fraude das internações fictícias de pacientes do SUS, denunciada pelo Fantástico (de 8/9/2013). O Jornal Nacional encontrou falhas no Cartão Nacional de Saúde. Um mesmo cartão foi usado para cobrar por internações de mais de cem pessoas.
O espanto de Jose com uma informação que foi considerada normal pelo sistema de pagamentos do SUS. Segundo um comprovante, o SUS pagou pela histerectomia, que é a retirada do útero, de Jorge Cordeiro Moura, pai de Jose, em março de 2011. A fraude já seria absurda se Jorge não tivesse morrido em 2009.
Depois da denúncia de casos como esse, nesta segunda (9/9/2013), o Ministério da Saúde publicou no diário oficial uma  portaria com medidas para reforçar o controle dos pagamentos aos hospitais.
A partir de fevereiro de 2014, as internações terão que ser comparadas com a base de dados do cartão do SUS.
Mas o próprio sistema do Cartão Nacional de Saúde, que deveria servir de base para organizar os pagamentos, dá margem a muitos casos suspeitos. De pacientes com mais de um cartão ou de muitos pacientes internados com um só cartão.
Os casos de dois ou mais cartões para uma mesma pessoa no mínimo dificultam a fiscalização. Alguns comprovantes mostram pagamentos de duas internações para o mesmo  paciente em datas que coincidem, em hospitais diferentes, ou até em dois leitos num só hospital.
O caso mais espantoso aconteceu no Hospital Municipal de Araucária, no Paraná.  Um único cartão do SUS foi usado por 186 pessoas em maio deste ano. A unidade recebeu, do SUS, R$ 117 mil. O cartão usado está em nome de Sariele do Rocio Costa, que não sabia de nada.
O diretor do hospital disse que desconhecia o problema e vai abrir uma sindicância. O Ministério da Saúde declarou que vai investigar os casos apresentados na reportagem. E que o novo sistema de internação vai impedir não só que um mesmo cartão seja utilizado por pacientes diferentes, mas também que uma pessoa tenha mais de um cartão."
Fonte: Globo.com
 
 
O Ministério da Saúde, desde janeiro de 2012, não obedece sua própria portaria publicada no DOU Nº 53 –16/03/12 – seção 1 - p.176. Tal portaria, de Nº 2, DE 15 DE MARÇO DE 2012, determina:

 "Art. 1º O preenchimento do número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) do usuário será obrigatório para o registro dos procedimentos ambulatoriais e hospitalares nos instrumentos de registro das ações de saúde do Ministério da Saúde, conforme cronograma descrito no Anexo desta Portaria. "

Comprovando que o Ministério da Saúde não cumpre nem o que é determinado por ele mesmo, segue uma lista de algumas AIH´s (Autorização de Internação Hospitalar) pagas pelo SUS em não-conformidade (sem o preenchimento do Cartão Nacional de Saúde) com a portaria supracitada:

 Núm. da AIHCompetência do pagamento da AIHData do fim da internaçãoPago pelo SUS
1) 2113100241791 01/2013 20/01/2013    R$ 25.517,18
2) 2413101086100 05/2013 09/02/2013    R$ 22.237,72
3) 1513100878333 02/2013 03/10/2012    R$ 14.438,37
4) 3112107205559 09/2012 15/07/2012    R$ 13.462,84
5) 2612102017404 11/2012 19/09/2012    R$ 12.285,82
6) 2112105480683 12/2012 03/11/2012    R$ 11.218,05
7) 2612102026754 11/2012 10/10/2012    R$ 11.072,44
8) 2612101122125 07/2012 15/07/2012     R$ 9.557,49
9) 3212101562560 07/2012 02/07/2012     R$ 9.165,33
10) 2112105216551 10/2012 12/08/2012     R$ 8.897,21
11) 2612102044013 12/2012 30/09/2012     R$ 8.862,61
12) 1513101254203 05/2013 19/03/2013     R$ 8.000,34
13) 5312101200220 12/2012 31/12/2012     R$ 7.974,52
14) 2512100362926 11/2012 19/09/2012     R$ 6.034,76
15) 4312102087634 11/2012 03/08/2012     R$ 5.388,25
16) 2112105704820 01/2013 03/01/2013     R$ 5.213,70
17) 5112102005703 01/2013 07/01/2013     R$ 5.187,09
18) 2113100193787 02/2013 18/01/2013     R$ 5.148,00
19) 5112102007111 02/2013 02/12/2012     R$ 5.091,37
20) 5212103760787 12/2012 29/11/2012     R$ 4.637,74
21) 5312101198844 07/2012 05/07/2012     R$ 4.606,70
22) 5312101199284 09/2012 23/09/2012     R$ 4.606,70
23) 3112108085230 07/2012 02/07/2012     R$ 4.475,26
24) 5112101421889 08/2012 08/08/2012     R$ 3.911,69
25) 1512101907976 12/2012 07/10/2012     R$ 3.427,57
26) 2112104908067 12/2012 24/12/2012     R$ 3.362,52
27) 2512100420555 11/2012 09/08/2012     R$ 3.303,50
28) 5312101201770 07/2012 05/07/2012     R$ 3.247,34
29) 2112104994505 11/2012 10/11/2012     R$ 3.193,84
30) 2612101122720 07/2012 19/07/2012     R$ 3.090,08
31) 1512101545053 08/2012 15/07/2012     R$ 2.867,28
32) 2113102189924 05/2013 11/04/2013     R$ 2.856,81
33) 1512101704146 10/2012 19/08/2012     R$ 2.715,31
34) 3313102186823 04/2013 20/03/2013     R$ 2.670,32
35) 2112104238508 09/2012 05/09/2012     R$ 2.569,32
36) 3113100419000 04/2013 16/03/2013     R$ 2.562,40
37) 4312106658530 11/2012 17/09/2012     R$ 2.378,68
38) 2713102756254 04/2013 19/04/2013     R$ 2.250,11
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347) 2412100808140 07/2012 17/07/2012       R$ 326,43
348) 1512104459646 07/2012 13/07/2012       R$ 324,90
349) 2112103376450 08/2012 21/08/2012       R$ 324,90
350) 2512103178410 07/2012 27/07/2012       R$ 324,90
351) 2912107968760 10/2012 30/09/2012       R$ 324,90
352) 2913100930949 01/2013 18/01/2013       R$ 324,90
353) 5212103915348 10/2012 31/10/2012       R$ 324,90
354) 5213101110052 03/2013 24/03/2013       R$ 324,90
355) 1712100958722 11/2012 15/08/2012       R$ 324,33
356) 2913101385260 02/2013 14/01/2013       R$ 320,77
357) 2412100808194 07/2012 16/07/2012       R$ 303,09
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362) 5212102237155 07/2012 05/07/2012       R$ 292,62
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364) 2612103694750 08/2012 13/07/2012       R$ 290,68
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381) 2712100727215 09/2012 01/09/2012       R$ 205,67
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383) 1512100795062 09/2012 09/09/2012       R$ 204,50
384) 2112103916736 09/2012 07/08/2012       R$ 204,50
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386) 2113101619453 04/2013 13/04/2013       R$ 204,50
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388) 2912108150809 09/2012 09/09/2012       R$ 202,06
389) 2112104214352 09/2012 23/09/2012       R$ 199,45
390) 3212101642134 09/2012 30/07/2012       R$ 198,85
391) 5212102321118 07/2012 31/07/2012       R$ 191,97
392) 1312101235786 09/2012 15/08/2012       R$ 189,67
393) 1512100793841 07/2012 26/07/2012       R$ 189,67
394) 1512100795150 09/2012 15/09/2012       R$ 189,67
395) 1512100796140 11/2012 29/11/2012       R$ 189,67
396) 1512104459976 07/2012 19/07/2012       R$ 189,67
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401) 3312105288921 07/2012 08/07/2012       R$ 189,67
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403) 2112105372432 12/2012 15/11/2012       R$ 186,06
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406) 2113102077317 05/2013 07/05/2013       R$ 183,97
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408) 5212104347736 11/2012 13/10/2012       R$ 177,07
409) 2912109577157 12/2012 22/12/2012       R$ 175,97
410) 2112104213725 09/2012 07/09/2012       R$ 151,66
411) 2112104213791 09/2012 21/09/2012       R$ 151,66
412) 2112105185960 11/2012 21/09/2012       R$ 151,66
413) 2112105186191 11/2012 07/09/2012       R$ 151,66
414) 2612101970522 09/2012 10/09/2012       R$ 149,66
415) 2612106850991 01/2013 06/11/2012       R$ 141,66
416) 2912107340142 08/2012 26/08/2012       R$ 139,42
417) 5212102683029 07/2012 15/07/2012       R$ 139,42
418) 2112105187016 11/2012 23/09/2012       R$ 115,45
419) 1212100275276 08/2012 03/08/2012        R$ 90,32
420) 3312106425694 09/2012 14/09/2012        R$ 88,44
421) 1112100500390 07/2012 29/07/2012        R$ 70,71
422) 4313101037476 05/2013 25/03/2013        R$ 69,93
423) 2712101048393 10/2012 03/10/2012        R$ 45,93
424) 1312101244905 11/2012 18/10/2012        R$ 44,22
425) 1512101625716 09/2012 04/08/2012        R$ 44,22
426) 1512101687900 10/2012 01/09/2012        R$ 44,22
427) 3312105154325 07/2012 05/07/2012        R$ 44,22
428) 3312105154369 07/2012 05/07/2012        R$ 44,22
429) 3312105158329 08/2012 03/08/2012        R$ 44,22
430) 4112101662240 07/2012 13/07/2012        R$ 44,22
431) 4112101667146 08/2012 22/08/2012        R$ 44,22
432) 4112101673559 03/2013 09/12/2012        R$ 44,22
                                                                   TOTAL R$ 505.468,71

                                                                                                   

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